sexta-feira, 28 de março de 2008

A minha força


Notei que os meus textos têm sido um pouco impessoais... Por vezes não consigo evitar... A inspiração vêm e não há como travá-la! Assim, muitas vezes escrevo coisas que muitas pessoas pensam que se passaram ou estão a passar comigo, mas a verdade é que nem sempre é bem assim... Por vezes escrevo apenas por escrever... Invento sentimentos e histórias na minha cabeça, escrevo porque gosto, porque quero, porque me apetece, porque sinto necessidade de o fazer, mesmo que muitas vezes esses textos não sejam sobre mim ou sobre alguém que eu conheça... São sobre ninguém, sobre as minhas próprias personagens.

Este poema, é dedicado a todos os que eu considero meus amigos... Não amigos daqueles que se "usam e deitam fora", mas àqueles amigos que ficam para a vida, de quem nunca nos esquecemos aconteça o que acontecer.


Ter amigos é viver,
É poder confiar, poder crer
Que a vida vale a pena,
Que somos alguém,
Que não precisamos de mais ninguém
Se não os nossos amigos,
Ou as pessoas com quem nos damos bem.

Os meus amigos são o meu tesouro,
Quem me dá força para continuar.
São eles que me fazem olhar o céu,
Que me fazem parar para o apreciar
E a toda a imensidão de coisas lindas
Que existem,
E que ainda subsistem
Neste deserto de emoções
Em que o mundo se está a tornar...

Mas, talvez (e só talvez)
Ainda haja esperança,
Talvez ainda se possa salvar,
Se cada um participar...

Arranjem um amigo... sentir-se-ão muito melhor!
Eu, por mim, já fiz a minha parte ! xD

domingo, 23 de março de 2008

O túnel da escuridão


Ouço os teus passos descalços ecoar pelo longo corredor de noite que nos envolve, que nos beija a cara com frieza e nos diz que fazemos o proibido.
Ouço os teus passos descalços que me enlouquecem, que me fazem murmurar o teu nome vezes sem conta e sussurrá-lo aos teu ouvidos.
Ouço os teus passos descalços que me fazem imaginar a tua silhueta escondida pelas trevas que nos envolvem com os seus braços esguios e compridos, com as suas mangas de veludo negro que nos acompanham através do tempo, que não nos deixam respirar, que não nos deixam viver... Que se entranham no nosso ser e ficam parte dele.
Ouço os teus passos descalços, mas quando dou conta, já se afastaram novamente, deixando-me outra vez sozinha no sofrimento do silêncio da minha dor.
E depois penso no que poderia ter feito, no que poderia ter dito para parares e e dares-me um pouco de atenção.
Mas chego à conclusão de que as trevas tomaram conta de mim e que me embrenhei demasiado nas sinuosas florestas da escuridão.
Já não posso sair, não há caminho de volta. Apenas há Nada à minha frente.
E eu avanço, avanço para o abismo, mesmo sabendo que vou cair e qua não me poderei voltar a levantar... nunca mais.
Mas, também, de que vale sair da floresta se passas-te por mim e não me viste?